segunda-feira, 14 de junho de 2010

O Verdadeiro Amor


É difícil para alguém que não ama falar sobre esse sentimento, mas só quem não ama pode descrever o verdadeiro amor, pois quando você está amando não é com palavras que se descreve, é com atitudes, pequenas atitudes. Se um dia eu me apaixonar loucamente por algum “príncipe” espero amá-lo com a inocência de uma criança e com a madurez das pessoas grandes. Não quero o amor perfeito que um dia pensei ter tido porque de realmente ele tivesse sido meu não seria sobre o amor que estaria escrevendo agora. Desejo muito encontrar alguém com quem possa viver um amor perfeito, pois a vida me ensinou duramente que o que importa é viver a vida, e não ter a vida.



E o que é o verdadeiro amor? É olhar nos olhos e ver além daquilo que os olhos conseguem enxergar. É dizer com um sorriso o que mil palavras não conseguiriam dizer. É a necessidade de ouvir uma única voz que transmite exata e docemente o que precisamos ouvir. É estar junto, e mesmo sem toques ou palavras, perceber a possibilidade da união. É andar descalço com alguém na rua e se sentir a pessoa mais normal do mundo. É beijar na chuva. É fica boba, só em ver a pessoa passar. É sentir o coração bater mais forte, mais rápido e ouvi-lo dizer-nos que estamos apaixonados. É lutar por alguém, mas sem se preocupar com conquistas, pois o verdadeiro amor só pensa na felicidade de quem se ama e não em sua própria. É falar ao mesmo tempo. É sorrir do que não tem graça. É ouvir mais do que falar. É dizer eu te amo com ações. É chorar, muitas vezes, é chorar; talvez de felicidade por ter encontrado a melhor pessoa do mundo; às vezes, de saudade, embora a pessoa esteja ao seu lado; quase sempre é chorar de tristeza por não ser correspondida, por não corresponder, por não conhecer o amor. E o verdadeiro amor é também abrir mão de sonhos, planos, desejos para que outra pessoa possa sonhar, planejar e desejar.



Achei ter amado muito! Mas me enganei amargamente.



Há sempre um que ama mais, talvez esse seja o defeito do amor de nós mortais, e eu amei mais do que devia, porque apesar de chorar e sofrer ainda amo, porque abandonei para vê-lo feliz. E hoje, prefiro dizer que desconheço o amor, pois não há nada mais triste do que ter que dizer que se teve um amor. Conjugar o verbo amar no passado, é conjugar o verbo morrer no presente. Eu amei... Eu morro...



Sabe qual o pior disso tudo? Eu procurei isso e encontrei. Hoje quero um novo amor. E devo ser honesta: não é para esquecer um antigo, é para que eu creia que o que classifiquei como antigo nunca existiu.



Quando o encontrarei? Espero que em breve...

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